Você já ficou confuso ao olhar o rótulo de um medicamento ou suplemento? Aquelas informações sobre miligramas, dosagem diária e instruções podem parecer um código secreto. Entender corretamente as dosagens nos rótulos é essencial para usar medicamentos de forma segura e eficaz.
Muitas vezes, pensamos que sabemos o que significa “tomar dois comprimidos por dia”, mas a realidade é mais complexa. Os rótulos contêm informações específicas sobre quando tomar, quanto tomar e por quanto tempo usar o produto. Essas detalhes fazem toda a diferença no resultado do tratamento.
Nós vamos mostrar como decifrar essas informações de forma simples e prática. Você vai aprender a identificar as partes mais importantes do rótulo e evitar erros que podem prejudicar sua saúde. Com esse conhecimento, você terá mais segurança para cuidar de si mesmo e da sua família.
Desmistificando rótulos: o que realmente significam as dosagens
Compreender as informações presentes nos rótulos alimentícios é fundamental para fazer escolhas conscientes sobre nossa alimentação. As dosagens, ingredientes e valores nutricionais carregam significados específicos que podem impactar diretamente nossa saúde e bem-estar.
Importância da lista de ingredientes: o que procurar e o que evitar
A lista de ingredientes aparece em ordem decrescente de quantidade. Os primeiros itens são os mais presentes no produto.
Devemos buscar ingredientes conhecidos como frutas, vegetais, grãos integrais e proteínas. Nomes simples como “farinha de trigo integral”, “açúcar”, “sal” e “azeite” são mais transparentes.
Ingredientes artificiais aparecem com nomes complexos. Evitemos conservantes como benzoato de sódio, corantes artificiais e aromatizantes sintéticos. Quando a lista contém mais de cinco ingredientes difíceis de pronunciar, isso indica alto processamento.
Açúcares escondidos surgem com diversos nomes: xarope de milho, dextrose, maltodextrina, xarope de glicose, frutose e sacarose. Produtos com múltiplos tipos de açúcares na lista concentram grandes quantidades de adoçantes.
Entendendo as informações nutricionais: calorias, porção e tabela nutricional
A tabela nutricional apresenta valores por porção, não por embalagem inteira. Uma embalagem pode conter duas, três ou mais porções.
O valor energético aparece em quilocalorias (kcal). Para controle de peso, observamos se as calorias se alinham com nossas necessidades diárias. Adultos ativos precisam entre 1800 a 2500 kcal por dia.
A porção define a quantidade de referência. Fabricantes às vezes usam porções pequenas para reduzir os valores nutricionais aparentes. Comparemos sempre produtos usando a mesma medida caseira.
Os valores diários (%VD) mostram quanto aquele nutriente representa na dieta de 2000 kcal. Valores acima de 20% são considerados altos, abaixo de 5% são baixos. Isso nos ajuda a avaliar se o produto contribui significativamente para nossa ingestão diária de nutrientes.
Açúcares e adoçantes nos rótulos: tipos, nomes variados e armadilhas
Os açúcares aparecem de múltiplas formas nos rótulos. Açúcar adicionado difere dos açúcares naturais presentes em frutas e leite.
Nomes comuns incluem: glicose, frutose, sacarose, dextrose, maltodextrina, xarope de glicose e xarope de milho. Todos elevam a glicemia rapidamente.
Produtos zero açúcar usam adoçantes artificiais como aspartame, sucralose e acessulfame-k. Embora não forneçam calorias, podem afetar nossa microbiota intestinal com uso excessivo.
Para diabéticos, verificar tanto açúcares totais quanto carboidratos é essencial. Produtos diet podem conter farinhas refinadas que também elevam a glicose sanguínea. A recomendação da OMS é limitar açúcares adicionados a 10% das calorias diárias – cerca de 50g para uma dieta de 2000 kcal.
Gorduras: gordura total, saturada, trans e a escolha das melhores opções
As gorduras totais se dividem em saturadas, insaturadas e trans. Cada tipo afeta nossa saúde cardiovascular diferentemente.
Gorduras saturadas aparecem naturalmente em carnes, laticínios e óleos tropicais. Devemos limitar a 10% das calorias diárias. Em excesso, podem elevar o colesterol e aumentar riscos cardíacos.
Gorduras trans são as mais prejudiciais. Surgem da hidrogenação de óleos vegetais em produtos industrializados. Qualquer quantidade acima de zero é preocupante para a saúde do coração.
Gorduras insaturadas, incluindo ômega-3 e ômega-6, beneficiam nosso organismo. Encontramos ômega-3 em peixes, sementes de linhaça e nozes. Abacate e azeite oferecem gorduras monoinsaturadas saudáveis.
Produtos que listam “óleo vegetal hidrogenado” contêm gorduras trans, mesmo que o rótulo indique “0g trans” por porção.
Fibra e proteínas: seu papel na saciedade e saúde intestinal
Fibras promovem saciedade e alimentam nossa microbiota intestinal. Adultos precisam de 25-35g diárias. Alimentos ricos em fibra incluem grãos integrais, frutas com casca e vegetais.
O teor de fibra superior a 3g por porção caracteriza um alimento como “fonte de fibra”. Acima de 6g, consideramos “alto teor de fibra”. Fibras solúveis ajudam controlar colesterol e glicemia.
Proteínas constroem e mantêm músculos, além de gerar saciedade prolongada. A necessidade varia de 0,8g a 1,2g por kg de peso corporal para adultos sedentários.
Proteínas completas contêm todos os aminoácidos essenciais. Carnes, ovos, laticínios e soja oferecem perfis completos. Combinações de leguminosas com cereais também formam proteínas completas.
Verificamos a qualidade comparando o teor de proteína com calorias totais.
Fonte: Sem Esquinas

